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Homilias › 11/04/2017

DOMINGO DE RAMOS – ANO A

1ªLeitura: Isaías 50, 4-7

2ªLeitura: Fl 2,6-11

Evangelho: Mt 27,11-54

 

 

            A SEMANA SANTA que hoje começamos a celebrá-la, atualiza em nós a recordação para a fé o MISTÉRIO ALTÍSSIMO da nossa SALVAÇÃO: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; em outras palavras: Ressurreição, Vida e Triunfo através da HUMILHAÇÃO, da CRUZ e da MORTE.

            Nos últimos tempos Jesus vinha falando com frequência a respeito de sua paixão e morte na cruz. Os apóstolos não queriam aquilo para Jesus. Por outro lado já eram tomados d AMBIÇÃO – quem ocuparia o lugar. A mãe de TIAGO e JOÃO até pediu lugar de destaque para seus filhos. Jesus mesmo chegou a INTERVIR para cessar as DISCUSSÕES  entre eles. Mas ninguém deles queria um fim trágico para Jesus.

            Ao chegarem em BETFAGÉ, formou-se um CORTEJO/ UMA PROCISSÃO em grande ESTILO ao lado de JESUS e dos APÓSTOLOS. Era gente de toda parte, agitando folhas de PALMEIRAS, entoando hinos de louvor, sotaques de diferentes cidades e regiões. O povo todos se dirigia para JERUSÁLEM para as festas da PÁCOA. Os apóstolos numa dessas imaginavam até que Jesus tivesse mudado de ideia desse negócio de Paixão e de Morte. Enquanto isso, os apóstolos ORGANIZAVAM a procissão, INCENTIVAVAM O ENTUSIASMO da multidão, ajudavam nos cânticos e hinos: estava BONITO DMAIS – era a consagração total, o TRIUNFO. Era um espetáculo INENARRÁVEL: gente que punha seus mantos nos chão, formando um TAPETE, flores no chão, palmas balançando no ar, crianças sorrindo e dançando. Gritos de HOSANA O FILHO DE DAVI!!

            Imagino s os apóstolos de vez em quando voltavam a olhar para Jesus esperando descobrir nele um olhar de admiração, ou quem sabe uma exclamação de alegria!

            Mas não! Jesus tinha o olhar fixo lá no GÓLGOTA – no CALVÁRIO onde deveria pagar com a sua vida a nossa salvação.

            De tudo aquilo tão festivo, dias depois foi uma grande DECEPÇÃO para os apóstolos, viram aquele TRIUNFALISMO vir por água abaixo.

            Cristo ESTRAGOU TUDO – CRISTO estragou A FESTA.

            Então perceberam que aquela procissão de CONSAGRAÇÃO não se encaminhava em direção ao TRONO ou à inauguração de um REINO TEMPORAL, mas era um passo a mais em direção à paixão, AO TRONO DA CRUZ e à MORTE.

            Depois da ceia Jesus vai a Getsemâni – Montes das Oliveira com Pedro, Tiago e João e ali começou a ter pavor e a angustiar-se. Ali chorou! CHOROU.

            Ver um homem chorar, um adulto chorar é constrangedor. Muito mais constrangedor é ver DEUS chorando – É A FRAQUEZA de DEUS diante da dureza de coração dos homens. DEUS TAMBÉM CHORA. Chora em nosso lugar. Chora entre nós. Chora sobre o nosso FECHAMENTO, sobre a nossa INDIFERENÇA, sobre o nosso CRISTIANISMO SATISFEITO E ACOMODADO.

            Chora porque ele compara o que nós SOMOS e o que nó FAZEMOS com aquilo que HAVIA SONHADO PARA NÓS.

            Acabamos fabricando para nosso uso e consumo uma religião de coisas e Cristo nos ensina uma religião de VIDA.

            Contentamo-nos com a prática de DEVERES RELIGIOSOS e Cristo nos fala de convicções na religião. Cristo nos fala de FÉ VERDADEIRA e nós preferimos devoções.

            Cristo que CARIDADE, que cada um sinta o que o outro passa e vive carência, injustiça, fraqueza, marginalização, etc… e não só esmola para alguém que obrigado recebe o que lhe dou miseravelmente.

            Gostamos de religião de EXTERIORIDADES e Jesus nos fala de uma religião de VERDADE, do CORAÇÃO, da INTERIORIDADE.

            Jesus quer ver mudada a nossa vida pela mudança do coração.

            Ele quer homens novos e não homens ÔBA-ÔBA. O que quis Jesus afinal com essas sua lágrimas? Quer nossa conversão, a nossa mudança.

            Cristo quer e espera que nesta Semana Santa saibamos acompanha-lo: morrendo com Cristo a tudo aquilo que não é de Deus, para ressuscitar com Cristo tudo aquilo que é de Deus.

Pe. Silvio Roberto

Paróco

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