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Homilias › 27/04/2017

DOMINGO DA PÁSCOA – ANO A

1ªLeitura: At 10,34ª.37-43

2ªLeitura: Cl 3,1-4

Evangelho: Jo 20,1-9

HOMILIA

As criaturas, fora o homem, precisam de bem pouco para serem felizes. Por exemplo: O PEIXE um pouco d´água mesmo dentro de um aquário – é o suficiente para viver.

            Os PASSÁROS se contentam com um espaço para voar, embora este espaço não vá além de um viveiro.

            O HOMEM é diferente, ele dificilmente está satisfeito. Seu coração é grande demais para se encher. Assim como pela manhã morrem os sonhos, o homem passa por momentos de felicidade.

            Mesmo que vivesse 100 ou 200 anos não seria a duração da vida que o faria feliz. No momento da morte, ainda teria projetos para realizar.

            Vida quer vida, e ao deparar com a morte inevitável? Que sentido tem a vida assim? É como ter sede e nunca saciar ou fome e não vê-la satisfeita.

            Quando se vê limitado, onde buscar ou obter resposta de infinito?

            A gente só entende os esforços da preparação de uma festa quando a vemos na sua realização ou só se entende o porque de um trabalho de uma construção, quando temos em vista o projeto acabado.

            Só entendemos a vida de Jesus depois da sua ressurreição: é o ESCLARECIMENTO FINAL. É como olhar um BORDADO PELO AVESSO -> por trás é um emaranhado de fios que só entenderemos quando o vermos pelo lado DIREITO = Beleza e Harmonia.

            Com a ressurreição, Jesus quebrou as BARREIRAS HUMANAS.

            Viveu, vive e viverá.

            Na ressurreição de Cristo, BRILHA o sentido da morte como uma passagem para a vida nova. Não nascemos simplesmente para morrer. Mas morremos para viver ou ao morrer, ressuscitamos.

            A nossa vida acha-se escondida com Cristo em Deus. O Ressuscitado nos envolve, nos faz ressurgir com Ele fazendo com que participemos da sua vida imortal.

            Crer na ressurreição é ANTECIPAR O QUE NOS ESPERA.

            Somos homens de esperança, certos de que a força do bem vence o mal. É certo que devemos passar pela morte, mas proclamamos o estado atual de Jesus é a Ressurreição.

            Na Páscoa, somos convidados a fazer Ressurgir Deus nos lares. Em 1º lugar o AMOR que é a realidade básica para o casamento em família. É o amor o caminho da plena realização dos cristãos e de toda humanidade.

            Todos são convidados a deixar o EGOÍSMO de lado para ver o outro crescer.

            O homem necessita ver o AMOR realizado na família e concretizado na família para aprender a melhor amar.

  • A família deve ser o santuário doméstico de vida: é ali que se acolhe, vive, celebra e anuncia a Palavra de Deus.
  • Na família deve existir clima de trabalho -> pais que se entregam ao trabalho em busca de alimento, sustento, condições de vida.
  • A família deve ensinar ao mundo a espiritualidade da cruz que leva à LUZ – abraçando com Jesus às dificuldades para superá-lo e não arrastá-la sem Deus.
  • Na família se descobre a VOCAÇÃO do serviço para um mundo melhor.
  • É na família que pais e filhos exercitam o PERDÃO, aprendem a cobrir com misericórdia as fragilidades de uns e de outros.
  • Na família aprende-se a perdoar sempre, recomeçar sempre, cultivar as pequenas alegrias do dia-a-dia. Cultivo dos valores fundamentais, primeira Escola de vida para depois progressivamente ir se integrando nas comunidades humanas mais abrangentes como ESCOLA, CIDADE, IGREJJA, MUNDO.

Enfim, haverá sempre Ressurreição na família, se houver ali homens de fé e esperança.

      Jesus ressuscita nas famílias que se unem a Ele para levar a BOA NOVA, evangelizar através da educação dos filhos e do engajamento nas atividades comunitárias.

Pe. Sílvio Roberto

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