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Homilias › 13/06/2016

11ª DOMINGO COMUM- ANO C

11ª DOMINGO COMUM- ANO C

ANO C 12/06/2016

HOMILIA

Nada mais chato e inconveniente que discussões, desentendimentos e pessoas intrusas e desagradáveis durante as refeições em família.

As pessoas se reúnem para ficar alegres e não para discussões, insultos e brigas.

Os judeus para evitar isso eram muito cuidadosos só convidavam pessoas justas, de bem e puros – não se misturavam com os publicanos, pecadores (o povão) pessoas que não cumprissem as normas e preceitos legais.

Jesus ao contrario entra na casa de todos, aceita convites dos ricos e pobres, dos doentes e saudáveis, pecadores e justos: senta-se à mesa com eles e para Ele todos são puros; dignos de atenção, e respeito.

Hoje encontramos Jesus à casa de um fariseu chamado SIMÃO: ambiente moralmente elevado, só entram pessoas de reconhecida honestidade, costumes angelicais , sem palavras grosseiras e de baixo CALÃO.

Provavelmente Jesus fora convidado porque considerado um homem justo, grande mestre, considerado hospede.
Para as refeições eram convidados aqueles que fizeram a homilia na Sinagoga – isso para analisar leituras e fazer perguntas. Talvez queriam dar conselhos para Jesus sugerindo não ser conveniente andar com pessoas de fama duvidosa, convencê-lo a relacionar-se somente com pessoas de bem, como eles.

Estão à mesa altos em papos religiosos, de repente entra uma INTRUSA uma mulher de VIDA FÁCIL para estragar a festa. Ela olha ao redor, procura Jesus, localiza-o, dirige-se a Ele decididamente. Não fala uma única palavra, PROSTRA-SE em prantos aos seus pés e banha-os com lágrimas, enxuga-os com seus cabelos, cobre-os de beijos e perfuma-os.

Certamente a mulher já conhecia Jesus muito bem. Bem provável que Jesus e a mulher já tivessem se encontrado durante uma das refeições na casa de pecadores.

O olhar transparente de Jesus; seu sorriso aberto, seu gesto amoroso com todos, sua disponibilidade em atender com carinho e atenção: QUE SIMPATIA DE HOMEM. Ele deve ter impressionado imediatamente a mulher.
Como era diferente dos outros mestres que só DESPREZAVAM e CONDENAVAM ao se cruzarem com uma pecadora: VIRAVAM AS COSTAS / CUSPIAM NO CHÃO ou faziam cara feia… Jesus, ao contrário, estava sempre ao lado dos que tinham errado, defende-os, falava-lhes do amor do Pai Celeste, oferece-lhes perdão e promete-lhes salvação, enchendo seus corações de esperança…

Ele era diferente dos OUTROS HOMENS que a tinham usado como OBJETO DE PRAZER, APROVEITANDO DO SEU CORPO E SUA BELEZA, e depois a rejeitavam e a condenavam.

Jesus não foi assim: primeiro olhou para ela sem deseja-la, despertou nela o desejo de deixar de ser um OBJETO e sim a esperança de SER UMA PESSOA amada ,respeitada e valorizada.

Esse encontro com Ele abriu seu CORAÇÃO, CRIOU nela CORAGEM e por isso DECIDIU RECONSTRUIR a própria vida, porque Ele falou-lhe que Deus estava ao seu lado e lhe oferecia sua paz, porque a tinha perdoado…

Porque procurou Jesus?
Para manifestar-lhe sua GRATIDÃO
Desde o seu 1º encontro com Ele TUDO MUDOU NELA – as suas palavras produziram nela o MILAGRE: posso ser feliz verdadeiramente, eu tenho amor de verdade, tenho valor,  Deus me ama.

Como exprimir por Ele o amor que ela sentia? – Com gestos de CARINHO, um PRANTO não somente pelo REMORSO, mas, sobretudo pela alegria de sentir-se comprometida e amada.

Desde que viveu essa FORTE EXPERIENCIA do PERDÃO, começou a construir uma vida FUNDADA NO AMOR. ELA MUITO AMOU – como disse Jesus – PORQUE MUITO LHE FOI PERDOADO.

Só quem necessita de perdão é que recebe misericórdia e amor.

Amor gera amor. São Pedro na sua carta diz: O AMOR encobre uma MULTIDÃO DE PECADOS.

Quem não necessita de perdão não necessita de Deus – é prepotente! Deus não pode lhe fazer coisa alguma.

E O DONO DA CASA?
É Simão – lamentavelmente um justo, nunca transgrediu a lei, contemplativo do paraíso pelas suas boas obras.

É FARISEU: SEPARADO = Santos de um lado, pecadores de outro; não se mistura e por isso NÃO AMA.

A mulher, ao invés, iluminada pelo amor foi muito além.
O fariseu Simão julga que Jesus já sabia quem era aquela mulher (aliás, Jesus era 1 profeta) e dá a entender que Jesus estava errado. Jesus conta uma parábola: Um homem credor tinha 2 devedores: um devia 500 denários e outro 50 – não tendo como pagar, perdoou a ambos a sua dívida.
QUAL DELES O AMARÁ MAIS?

Contrariado, Simão hesita, mas perplexo responde “A meu ver… Não parece estar totalmente convencido, está indeciso, com medo dessa LOGICA NOVA: é difícil entender essa generosidade de Deus. Não se deixa converter… Simão pecou menos que a mulher, mas não entende nada de Deus.

Ele age como juiz daquele que erra, com o patrão que paga na proporção dos méritos.

Parece não entender que a justiça de Deus não é uma conquista dos homens mas um DOM GRATUITO DE DEUS.

Se Simão não se deixar converter de seu pecado (julgar com os critérios próprios e não com o coração amoroso do PAI), nunca conseguirá AMAR E SER FELIZ.
PARA CONCLUIR:
Façamos um exame de consciência:
Há situações semelhantes nas nossas comunidades?
Como são tratados os pecadores: são acolhidos ou rejeitados?
Como se comportam os cristãos em relação a eles: como Jesus ou como fariseu Simão?
Há alguém que se considere JUSTO e que condene quem errou, fazendo-o sofrer relembrando continuamente as falhas cometidas?
Somos aqueles que acham: os outros é que estão cheios de defeitos?
Quem somos nós para apontar o dedo no nariz do outro?
Somos por ventura juízes armados para julgar?

Deus só nos dá o poder para perdoar e nunca para julgar…
Somos pessoas como a pecadora que reconhecem as próprias culpas, a própria miséria, a própria necessidade de amparo e de perdão por parte de Deus?

Um instante de silencio…

Louvado seja Nosso Senhor …

Pe. Silvio Roberto
Pároco

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