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Homilias › 02/06/2016

9ª Domingo Comum – Ano C

HOMILIA

Ao ler esse evangelho hoje se fica perplexo, pois esse episódio narrado pelos diversos evangelistas é narrado de forma diferente um do outro. Algumas perguntas surgem:

– Quem vai de encontro de Jesus: o centurião romano ou delegações formadas uma por anciões judeus e outra por alguns amigos?

-Quem estava doente: o filho ou o servo?

Com frequência nos evangelhos em alguns episódios são narrados de forma diferente / detalhes diferentes entre si…

É preciso não perder tempo querendo harmoniza-los. O que importa mesmo é a mensagem que os evangelistas ao narrar querem nos passar.

Vejamos o que Lucas nos quer transmitir.

Entre os JUDEUS a mentalidade de segregação dos estrangeiros era comum / considerava-os impuros e indignos. Por isso a tendência era de isolamento considerando-os indignos de receber às bênçãos de Deus.

Acontece que na Igreja Primitiva muitos pagãos se convertiam e como conseguir a convivência entre os judeus e pagãos e separados por ódios e preconceitos?

Lucas pretende dar uma resposta urgente e sua arma poderosa à disposição do que qualquer exortação é o testemunho / exemplo de Jesus.

No trecho de hoje nos mostra a atitude tomada por Jesus em relação aos pagãos: – “As palavras convencem e os exemplos arrastam”.

No episodio de hoje a narrativa da cura do servo do centurião mostra os aspectos positivos dos estrangeiros. Por exemplo:

1 – O centurião embora pagão seja um homem extraordinariamente bom. É um militar, mas revela uma sensibilidade fora do comum: Preocupa-se com o estado de saúde de seu servo tinha muita estima por ele a ponto de chama-lo de FILHO. Prestava favores / era querido pelos chefes da sinagoga – os próprios judeus o elogiam muito: dizem a Jesus: “Ele bem merece que lhe faças este favor, pois é amigo da nação e foi ele mesmo quem nos edificou uma sinagoga”.

O centurião é humilde / sabe respeitara fé alheia. Humilha-se solicita ajuda dos chefes dos judeus e declara-se indigno de encontrar-se pessoalmente com Jesus.

Ele respeita os usos e costumes dos judeus > não quer que Jesus se contamine ao entra na casa de um pagão. Manifesta uma grande fé: a ponto de deixar Jesus admirado e admitir que não encontrou fé igual em Israel.

Por fim a cura de Jesus ao servo do centurião acontece sem que Jesus e o doente se encontrem: não se falam / não se tocam / estão longe um do outro. A salvação / a cura acontece mediante um pedido de misericórdia e uma palavra anunciada à distancia. Isso revela o poder de Jesus vai além da proximidade / age também quando não está em contato físico com quem precisa de sua ajuda.

Isso significa que Jesus age quando onde Ele quer; mesmo aqueles que não têm a ventura de conhecê-lo fisicamente de se encontrar de ver e de tocar Jesus. Assim como o centurião podemos orar pelos que estão distantes. Jesus hoje mesmo estando presente de forma visual continua realizando os mesmos prodígios: basta pedir / ter a mesma fé do centurião / e acreditar na eficiência da palavra de Jesus < não é convite para que alguém espere milagres fáceis, sem nosso esforço e luta por aquilo que necessita.

Outra lição: Deus age no coração de um homem bom / que pratique o bem / que tenha boas intenções.

Atos dos Apóstolos diz que as pessoas levavam roupas e objetos dos enfermos aos Apóstolos e eles os abençoava em nome de Jesus e as pessoas que os usassem ficavam curados… A sombra dos Apóstolos.

O centurião entendeu / chamou e foi ouvido.

Há também em nossos dias pessoas que não pertencem à Igreja e que são melhores do que muitas pessoas que se declaram cristãs.

O Evangelho nos convida a olharmos para elas com respeito e simpatia, mesmo que tenha uma cultura, um modo de pensar, uma religião diferente da nossa.

O Espirito Santo opera também no coração destas pessoas: às vezes são ate mais dóceis aos seus impulsos. Quantos em nossos dias se preocupam com a saúde dos seus dependentes (empregados, vizinhos, pacientes ou clientes). Quanto tem por eles um verdadeiro amor? Quantos os tratam como filhos e se preocupam com seus problemas pessoais e das suas famílias? Quantos não estudaram teologia ou Bíblia, mas agem segundo o coração de Jesus?

De tudo isso tire lição para nossa vida questionando como anda o nosso agir cristão. Amém

Silvio Robertos dos Santos
Pároco

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