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Homilias › 15/02/2017

6º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO A

6º DOMINGO TEMPO COMUM – ANO  A

  11 e 12 de fevereiro de 2017

1ªLEITURA: Eclo 12, 16-21

2ªLEITURA: 1Cor2, 6-10

EVANGELHO: Mt 5,17-37

Quem vai ao cinema e perde a 1ª parte do filme, com certeza não entenderá a história toda. Da mesma forma se alguém vai ao cinema e sai depois da primeira 1ª parte, também não entenderá a trama da história. Em geral é justamente no fim que tudo se torna claro e mostra o sentido da história.

Assim é a Bíblia, só entenderá bem o Novo Testamento quem conheceu o Antigo Testamento.

A Bíblia é como uma história de amor, muito bonita mas também difícil de entender e interpretar algumas partes. O Evangelho de hoje contém normas e preceitos do Antigo Testamento, onde Jesus afirma não ter vindo abolir, destruir, mas dar sentido, completar…

Logicamente Jesus em vista da PESSOA HUMANA, não hesitou em violar repetidamente certas sagradas prescrições: em relação ao sábado / sentar-se à mesa com pecadores / tocar leprosos / perdoar a adúltera, etc…

Jesus afirma que todas profecias e promessas feitas por Deus no A.T. se realizará e se cumprirão, não serão, esquecidas por Jesus eles serão completa. Ele dará sentido a essas leis, explica de forma original e mostra o valor das mesmas. Utiliza-se de 4 exemplos desconcertantes (domingo que vem no Evangelho + 2 exemplos):

“Ouvistes que Deus disse aos antigos… Agora eu vos digo…´´

1º ´´Não matar´´: condena qualquer tipo de HOMICÍDIO e não admite exceções. Não é  só tirar a vida física, mas não permitir em certas situações que mesmo a pessoa continua caminhando neste mundo, quando na verdade já está morta e eliminada no nosso coração e vida.

Se houvesse um RAIO X capaz de mostrar o CEMITÉRIO que criamos dentro do nosso coração, nós nos assustaríamos: Ex: pessoas que não mais dirigimos uma palavra/ pessoas que condenamos para sempre/ pessoas que difamamos / privamos da alegria de viver / excluímos, ira, ódio /…/ já morreram, embora ainda respirem.

Não matar para Jesus vai além da agressão física – Jesus não quer apenas a purificação física dos retos (sacrifícios). Não é o corpo que precisa estar limpo, mas o CORAÇÃO.

2º Exemplo: Jesus aconselha e insiste na necessidade de procurar a qualquer custo  a RECONCILIAÇÃO. Um cristão não deveria chegar ao ponto de ter que recorrer a um TRIBUNAL para obter justiça, mas fazer a  própria parte de antes entrar num ACORDO COM SEU IRMÃO ( o que vemos é o contrário, questões de herança, dinheiro, quantos irmãos nem se cumprimentam, querem tudo  para si… egoísmo e ganância).

Jesus adverte tratar o irmão com respeito, como a um filho de Deus. Nunca chamá-lo de tolo / patife / apelidos jocosos / gozações- usar da IRONIA ( forma disfarçada para destruir o outro.)

3º Exemplo: Depois de ter falado do não matar e a reconciliação, Jesus passa ao problemas do adultério. Jesus vai além das ações más e aborda relações mais profundas que provocam sofrimento, inimizade, etc… que são adultérios, provoca sérios dissabores, é preciso cortar RENTE as raízes que podem provocar desuniões, infortúnios, etc… É a limpeza do coração mesmo daqueles que se julgam estar em paz com Deus.

Jesus afirma com toda clareza que marido e mulher não podem se separar, pois dentro do plano de Deus, o ideal é que o MATRIMÔNIO É INDISSOLÚVEL. O amor não se dissolve. A Santíssima Trindade é uma família: PAI, FILHO E ESPÍITO SANTO. Não se concebe a Santíssima Trindade dissolvida, desunida e separada. Não se concebe uma família cristã dissolvida, desunida… Isto porém, não quer dizer que em nossa comunidade cristã tenhamos o direito de condenar, excluir, humilhar e isolar aqueles que falharam na própria vida conjugal. Não sabemos o que passaram através de grandes sofrimentos, situações dramáticas, ou dissabores, tornando impossível realizar o projeto cristã do matrimônio a Igreja enquanto MÃE convoca a comunidade a manifestar ternura, compreensão e acolhimento a esses lares (2ª união, etc…) – Não apagar a lâmpada que ainda fumega (Is 42,31).

O evangelho encerra hoje com o 4º EXEMPLO: A SINCERIDADE. A única regra do cristão / autenticidade e VERDADE. Deus conhece o coração do homem. Não deve haver juramento/ juramento revela desconfiança recíproca e não tem sentido entra os cristãos; por isso vosso dizer seja “sim´´ quando é SIM e  “Não´´ quando é NÃO !

Para concluir,  o que importa mesmo é o despertar da fé, deixar Deus entrar no seu coração e no seu viver e quando Ele ali viver mudará seu coração. É Ele quem mudará e transformará o seu ser,  capacitando-o a dar sentido à lei e aos ritos.

Quem ama cumpre, pois o amor  o motiva a viver a Lei de Deus, pois a considera justa, verdadeira  caminho de felicidade.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO…

Pe. Sílvio Roberto

Pároco

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