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Homilias › 15/03/2016

5º Domingo da Quaresma, Ano C

1ª LEITURA: Isaías 43, 9. 16-21
SALMO: 125 (126)
2ª LEITURA: Filipenses 3, 8 – 14
EVANGELHO: João 8, 1-11

 

HOMILIA

Amados irmãos!

Todos nós somos surpreendidos pelos nossos ADULTÉRIOS; passamos por momentos de crises e situações aparentemente desesperadoras: nossas reações, nossos deslizes, nossos erros, fraquezas, o nosso temperamento oscilante e intratável que as vezes nos envolvem em situações comprometedoras e acabam nos dominando. A vida acaba se transformando num emaranhado de contradições daquilo que sonhamos / parece virar de ponta cabeça/ tudo vem à tona e o nosso tapete parece ser puxado. Tentamos até melhorar, mas não no fim entregamos os pontos, desanimados e acabamos concluindo que não, vale mais a pena lutar, pois a situação não vai melhorar mesmo.

As leituras de hoje relatam essas situações na vida do povo de Deus e em nossas vidas. Na 1º leitura é o que pensavam os  Israelitas:  no passado Deus libertou os oprimidos, restabeleceu a justiça, concedeu-lhes a Salvação e hoje: “Parece que Deus se isolou lá no céu, sem preocupação por nós e parece não querer fazer nada para ajudar-nos.” É o que pensavam os israelitas, derrotados e humilhados na Babilônia onde estavam exilados: trabalho duro nas lavouras, sem dias de folga, no fim da tarde exaustos de cansaço, queimados pelo sol, lastimavam e recordavam o que Deus fizera por seus pais libertando-os do Egito. Parece que censuravam: Deus, Por que esqueceu seu povo, os brados deles e não se comovia?

O trecho da 1º leitura é uma resposta de Deus a essas angustiantes perguntas: “Deixai de lembrar coisas e fatos do passado, de remoer as coisas antigas. Prestai atenção! Eu farei coisas novas, extraordinárias. Eu os salvarei, pois eu criei esse povo para mim e ele cantará os meus Louvores!” de fato Deus faz com que o Rei Ciro da Pérsia destrone Nabucodonosor da Babilônia e concede o retorno dos exilados de volta a Israel: Deus é fiel… Não esquece o clamor sincero dos que o amam… Salmo 90: “Aquele que me ama e se UNIU a mim, eu o livrarei: E protegerei, pois conhece o meu nome. Quando me invocar eu o atenderei; na tribulação estarei com ele; hei de livra-lo e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha Salvação!”.

Na segunda leitura São Paulo narra sua experiência da novidade encontrada ao conhecer Jesus. Era jovem, era um fariseu, era fiel ao cumprimento dos preceitos das tradições judaicas, tinha plena convicção que conseguiria a salvação assim. Chegou ao ponto de perseguir cruelmente os cristãos, mas caiu do CAVALO: Depois que conheceu Jesus Cristo, imediatamente rompeu com o passado e aceitou a novidade do Evangelho e o passado foi esterco, porisso rompe com o passado e vive a NOVA VIDA.

Isso é o que fala o Evangelho de hoje.

Uma mulher MARIA de MAGDALA, ou seja, Maria Madalena. Mulher bonita, sedutora, usava os melhores perfumes, sempre produzida, bem maquiada, penteados exuberantes, etc… Para manter todo esse aparato, seduzia os homens: solteiros, casados, altos, baixos, magros, gordos… Se sentia importante, a DIVA… Não se importava com os preceitos… Até o dia que puxaram seu tapete, sua moral ficou abalada… Publicamente foi desmascarada: QUE VERGONHA! QUE MICO! Foi surpreendida em adultério e segundo a lei deveria ser apedrejada até morrer. Não há nenhum indicio no Evangelho de que a mulher estivesse arrependida! Foi pega em FLAGRANTE, agarrada, ameaçada, talvez chicoteada, e depois jogada no chão aos pés de Jesus.

Bem provável que Ela devia estar ASSUSTADA/PERTUBADA e ENVERGONHADA. Tentemos entender: Uma mulher é descoberta… E não estava rezando o terço, não estava sozinha e por que o homem não foi agarrado também? Cadê o parceiro? Como diz o ditado: A corda arrebenta sempre para o mais fraco… A agressividade, a violência, as paixões sempre sobra para os mais fracos; os mais fortes sempre conseguem se safar.

Há pessoas que têm verdadeira obsessão e se deleitam em divulgar os erros, as fraquezas e os pecados dos outros. Na verdade para esconder os seus.

Imaginem: Vamos levar esta P… (Pecadora) para aquele Jesus que anda com os pecadores. Jesus está entre a cruz e o punhal… é a chance de acabarmos com os dois: a pecadora e Ele.Atirada aos pés de Jesus: Ela foi surpreendida… Fato consumado… A lei manda é severa… E Agora?

O que dizes?

Jesus não reagiu, não respondeu, inclinou-se, rabisca o chão… O que escreveu? Jesus ganha tempo… Controla os nervos… Jesus então encaminha agora os acusadores juízes a serem julgados: “Quem dentre vós não tem pecados? Atire pedras! Vamos ver…” Abaixou-se e continuou rabiscar o chão. Pronto os acusadores são acusados, desarmados, desmascarados, a hipocrisia fôra posta às claras: “VOCÊS não tem esse pecado, mas tem outros: ladrões, corruptos, maliciosos, mentirosos… Vai atira!” NÃO SOBROU NINGUEM.

Ficamos estarrecidos, assustados, boquiabertos com esse disparate: “NINGUÉM  Te condenou? Nem eu te condeno!” É o fim! Jesus é abusado demais… Quem conseguirá mantê-las? Mas Jesus completa: “Para mulher… larga mão dessa vida… para de pegar no pé dos namorados, dos maridos… Arruma um grande amor…” Ele deseja a salvação daquela mulher. Ama o pecador mas odeia o pecado.

E nós continuamos atirando pedras como eles?

Divulgamos os erros e desacertos dos outros?

Lançaremos pessoas na LAMA?

Jesus não disse a mulher: fizeste bem mulher, continue… Não… Ele diz, vai não faça mais isso… Não estrague sua vida por instantes de prazer. Pare!

Desta vez não te condeno… Chega dessa vida vazia… Tempo de mudança… NOVA VIDA

NÃO SOMOS SALVOS PELOS NOSSOS MERITOS

SOMOS SALVOS PELA GRAÇA!

Louvado seja…

Pe. Silvio Roberto dos Santos
Pároco.

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