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Homilias › 11/01/2017

4º Domingo do ADVENTO Ano A

4º Domingo do ADVENTO

Ano A

17 e 18 de Dezembro de 2016

1ªleitura: Isaías 7,10-14

2ªleitura: Romanos 1,1-7

Evangelho: Mateus 1,18-24

Amados irmãos em Cristo!

Estamos às portas da celebração do nascimento de Jesus Cristo e os textos bíblicos de hoje  são voltados às maravilhas que Deus fez na vida dos homens, aqui hoje retratados nas figuras de Maria e José.

         O Evangelho de hoje nos narra que o nascimento de Jesus aconteceu de forma extraordinária.

         Para entendermos o episódio do Evangelho de hoje é preciso compreender como acontecia o casamento para o povo de Israel.

         Duas etapas: a primeira consistia num contrato assinado pelos dois esposos, pelos pais de ambos e por duas testemunhas.

         Após essas assinaturas o rapaz e a moça já eram considerados marido e mulher, mas ainda não iam morar juntos, somente depois de um ano de espera, embora pudessem se encontrar e depois disso é que acontecia a festa de casamento onde a esposa era conduzida à casa do marido, e os dois começavam a vida juntos.

         Durante esse período de um ano é que aconteceu a anunciação a Maria e sua gravidez por obra do Espírito Santo.

         Algumas perguntas nos vêm à mente sobre o Evangelho de hoje: Como poderia José suspeitar que Maria lhe faltara com a fidelidade? Por que queria manda-la embora? Por que ele é considerado justo?

         É uma atitude bonita José querer separar-se em segredo de Maria?

         Por que Maria não contou nada a José ou se contou, por que José não acreditou?

         Provavelmente, Maria deve ter contado que o filho que esperava vinha de Deus. Não tinha ela, penso eu, motivos e nem o direito de manter isso em segredo. Creio que a duvida de José não seria sobre a fidelidade ou infidelidade de Maria, mas sobre sua participação neste acontecimento extraordinário, como poderia dar o nome a um filho que não era dele. Não seria intromissão INDEVIDA  no projeto de Deus?

         Por que não querer denuncia-la?

         Segundo a lei uma mulher grávida sem ser do marido deveria ser apedrejada até morrer primeiramente por ele. José não aceitou essa hipótese JAMAIS denunciarei a minha amada MARIINHA e nem a apedrejarei: vou fugir sem participação MINHA.

         Sonho aqui é a voz do amor no seu interior – coisas que só o amor faz e decide. As coisas vão se clareando. José em conflito, mas em profunda oração e sintonia com Deus, recebe a revelação do SENHOR através do anjo.

         O Senhor lhe revelou seu plano: ele devia dar o nome a Jesus, porque assim o filho de Maria pudesse pertencer à família de Davi, cumprindo assim a profecia: O MESSIAS seria herdeiro do trono de Davi, prometido pelos PROFETAS. Jesus é de fato o filho da virgem anunciado pelo profeta: é o EMANUEL; o Deus-Conosco e nele se cumprirão todas as esperanças de Israel.

         Maria virgem é a prova da grandeza e da força do amor de Deus, o único que tem o poder de fazer brotar a vida de um útero estéril, fraca, humilde, pequena e se considera indigna. “O Senhor olhou para a pequenez (a insignificância) desta serva´´. Não sou a mais bonita, a mais rica, a mais estudada, mas o poderoso fez em mim coisas maravilhosas – estupendas – grandiosas!

         O Evangelho de hoje convida a olharmos àqueles que foram os primeiros cristãos; primeiros a conviver com Jesus. Primeiros a decifrar o plano magnífico de Deus Pai. São os primeiros a abrir mão de seus planos humanos para concretizar entre os homens o seu projeto de salvação.

Também nós: para fazer a vontade de Deus, acabamos por ser mal entendidos, criticados como carolas ou ignorados não com esquisitices, nem com aparências, mas CONVICÇÕES de servir ao Senhor como somos: pequenos humildes…

         Eles nos ensinam a sensibilidade e atenção para descobrirmos o que Deus quer e tem para nós. Ensinam como disponibilizar nossa vida nas mãos do Senhor, muitas vezes até mesmo confusos ou duvidosos, mas na certeza que o plano de Deus é melhor que o nosso.

         Esse Evangelho nos convida a admirar o que o Senhor operou em Maria e José e a acreditar na vitória da vida também onde nós somente enxergamos sinais de fragilidade, pequenez e de morte.

         Irmãos celebramos com alegria a vinda do Senhor, do Deus conosco/ que se aproxima do homem e se faz um com ele para promovê-lo e salva-lo

 Pe. Silvio Roberto

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