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Homilias › 06/04/2016

2º Domingo de Páscoa, Ano C

HOMILIA

As leituras deste domingo descrevem a fisionomia dos Apóstolos ANTES E DEPOIS das aparições de Jesus, após sua morte e ressurreição.

ANTES: A atmosfera daquela sala onde os Apóstolos se encontravam TRANCADOS era de tensão, medo, clima de morte e velório, estado de ânimo deplorável e o assunto dominante eram as lembranças de como o mestre Jesus havia sido crucificado. As portas da sala fechadas por medo dos judeus / complexo de perseguição / Sem comunicação com ninguém / não sabiam o que estava acontecendo lá fora. Tinham depositado todas as suas ESPERANÇAS EM JESUS, mas Ele terminou morto na cruz por seus inimigos.

Certamente planejavam já voltar DERROTADOS cada um para sua casa e sua antiga profissão.

Depois da noticia que o corpo de Jesus não estava mais no TÚMULO, cheios de dúvidas se o corpo havia sido roubado ou Ele ressuscitara mesmo como as mulheres, Pedro e João voltaram narrando que assim o anjo lhes dissera.

Em meio ao clima de dúvida e incerteza havia uma ponta de alegria e esperança. Neste contexto comunitário algo inesperado acontece: O susto; portas e janelas fechadas Jesus aparece ao entardecer e saúda-os: A PAZ esteja com vocês!

A presença viva de Jesus provoca MUDANÇA RADICAL / Paz é o 1° dom do Ressuscitado, em seguida a alegria que invade os discípulos, que estão conscientes de não serem vítimas de uma ALUCIANÇÃO, pois Jesus mostra-lhes as mãos e as chagas, o que arranca-lhes as dúvidas.

Que satisfação! A pessoa que está com eles é a mesma com quem CONVIVERAM. Era verdade! O túmulo vazio não era roubo: Ele não é um espírito e isso confirmava as palavras que Jesus disse no seu discurso de despedida: “Vocês me tornarão a ver a tristeza de vocês se mudará em alegria!”

Em seguida Jesus sopra sobre eles, onde recebem o Espírito Santo e vem à transmissão de poderes.

Esse detalhe recorda o sopro divino sobre ADÂO (1° criação), a do HOMEM NOVO, pelo batismo no Espírito Santo Jesus confere forças necessárias para o cumprimento da missão, agora, com criaturas novas, ânimo novo, renascidos em Cristo, portadores deste mesmo gesto de Cristo: homens do amor, do perdão e da Salvação. Só Jesus pode dar tal poder a eles: a RECONCILIAÇÂO COM OD HOMENS E COM DEUS: A NOVA CRIAÇÃO.

A 2° parte do evangelho fala de Tomé, símbolo da incredulidade e falta de fé. Ele não estava na sala quando Jesus apareceu aos demais discípulos pela 1º vez impacto da noticia e alegria dos companheiros, a reviravolta do ambiente, faz com que Tomé duvidasse…

Entretanto, a bem da verdade, não parece que Tomé tenha feito alguma coisa errada: queria somente VER O QUE OS OUTROS VIRAM.

Será que os outros discípulos acreditaram assim de uma maneira rápida e imediata no Ressuscitado? Parece que não, pois, no evangelho de Marcos, o próprio Jesus ao aparecer para os 11 censurou-lhes a incredibilidade e dureza de coração. Todos duvidaram, não só Tomé. Todos os apóstolos tiveram HESITAÇÕES; não chegaram depressa, nem com facilidade no Ressuscitado, o caminho foi longo e difícil, embora Jesus lhes tenha dado muitos sinais para mostrar que estava vivo e havia sido glorificado. Tomé é escolhido como símbolo das dificuldades em acreditar porque demorou mais tempo do que os outros para chegar até a fé.

Hoje o Ressuscitado tem uma vida que não pode ser apalpada com as mãos e nem vista com os olhos. Se alguém quiser, ver, tocar, constatar, deve renunciar a fé. Para Jesus “Bem-aventurados são aqueles que não viram”, porque é mais difícil para eles acreditar e, portanto são CREDORES DE MAIORES MÈRITOS, têm uma fé mais genuína e mais pura, pois acreditam pelo testemunho dos apóstolos, através dos Evangelhos…

Para tal Jesus diz na parábola do BOM PASTOR: “ As minhas ovelhas conhecem a minha voz”, não são necessárias aparições.

Onde escutar a sua voz? A narração diz” 8 dias depois, estando reunidos: as 2 aparições aconteceram no domingo, quando todos estão reunidos em comunidade. ali Jesus fala e oferece PAZ.

Tomé representa aquele que abandona os outros da comunidade: Ausente fica cheio de dúvidas, AO VOLTAR experimenta a alegria e a Paz.

Um cristão fora da comunidade é como AGUA FORA DO COPO: se espalha, esparrama e se perde.

Quem no dia do Senhor permanece em casa, mesmo que para rezar sozinho, pode certamente fazer uma experiência de Deus, mas nõa a do Ressuscitado, porque este se faz presente onde a comunidade está reunida.

A profissão de fé pronunciada por Tomé: “ Meu Senhor e meu Deus!” dese se atualizar hje diante do dos senhores, deuses, endeusamentos do TER, do PODER e do PRAZER.

O cristão não pode proceder assim, cultuando outros deuses pois ele tem Jesus; seu SENHOR E SEU DEUS.

A nós hoje, porque custa tanto crer em Jesus: caminho, verdade e vida?

Medo do risco? Falta compromisso? Falta generosidade? Medo de tornarmo-nos homens diferentes?

É preciso descobrir o modo próprio de Jesus se revelar a cada um. Tendo- o reconhecido e declarado Senhor das nossas vidas, somos chamados a testemunhar com nossas vidas que Jesus está vivo e sua presença em nós poderá ressuscitar muitos dos nossos irmãos no mundo dos homens.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Amém!

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