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Homilias › 07/10/2015

27º Domingo do Tempo Comum, Ano B

1ª Leitura: Genesis 2, 18-24
Salmo: 127 (128)
2ª Leitura: Hebreus 2, 9-11
Evangelho: Marcos 10, 2-16 ou 2-12

 

Homilia:

Irmãos na Fé!

Iniciamos o mês de Outubro: mês missionário. Ser missionário é estar em MISSÃO: a tarefa que Jesus nos confiou: “Ide pelo mundo todo e anunciai o meu EVANGELHO”: que significa “NOTÍCIA BOA”. Indubitavelmente, a Igreja está vivenciando e experimenta um tempo novo de Evangelização. O Kerigma (1º anuncio) está sendo proclamado a todos: convertidos e não convertidos. MISSÃO que é buscar os afastados, os que não conhecem o Amor de Deus e a Salvação em Jesus, aos decepcionados com a fé e com a Igreja… Hoje, mais do que nunca a tarefa da Igreja é ajudar na conversão dos batizados: é a Igreja mesmo que deve ser evangelizada desde dentro. Há uns cem números de batizados que no passado conheceram o nome de Deus/ Jesus e o Espírito Santo, mas que não tiveram um encontro pessoal com o Jesus Ressuscitado. Há muitos que nem levam as missas a sério/ outros até vem achando que cumpriram seu dever religioso e basta!

Conservam mágoas, ódios, provocam separações, tecem críticas maldosas, não gostam de compromissos, acabam sendo negligentes com a vivência do Evangelho.

Há tantos que vão à missa e mesmo comungam, mas o coração não mudou e não experimentou o poder do Espírito Santo. Muitos de nós até se torna um PROFISSIONAL das coisas de Deus, mas ainda não foram transfigurados por ter tido um encontro pessoal com Deus, como tiveram São Francisco que hoje celebramos seu dia/ como Santa Terezinha/ São Inácio/ São Tomás de Aquino e tantos outros… O que mais necessita a Igreja é de uma verdadeira evangelização, conduzindo os irmãos a ter uma experiência viva e real do Amor de Deus e da Salvação em Cristo Jesus.

Depois dessa experiência viva do amor de Deus vem o que chamamos de DISCIPULADO: são os encontros de formação, estudos, caminhada fraterna nas Pastorais/ Rede de Comunidades/ ENCONTROS/ Estudos/ Seminários/ Congressos/ Pós-encontros, etc. É ali que as pessoas vão se tornando alunos do mestre/ conhecendo as verdades da fé/ os documentos da SANTA IGREJA.

Formados cada um se tornará uma CÉLULA para a missão: “evangelizando para evangelizar”. Por isso irmãos, é imperativo, para que se atinja esse alvo, proclamar, anunciar/ testemunhar e expor pela própria vida que o nosso Deus está vivo e ressuscitado. Ser missionário é ser COLABORADOR COMPROMETIDO na vinha do Senhor.

As leituras de hoje: 1ª leitura e Evangelho abordam a questão da “indissolubilidade” do casamento, baseada na família de Deus: a SANTISSIMA TRINDADE. Assim como não se concebe Deus separado de Jesus, Jesus separado de Deus Pais e ambos sem o Espírito Santo, da mesma forma não se concebe a separação de um casal e uma família onde impera o Amor.

Há situações nas quais o casal se pergunta se ainda vale a pena insistir, investir, manter uma relação que começou errada, vai se tornando INSUSTENTÁVEL, porque não há mais amor, respeito, harmonia, onde os próprios filhos ficam envolvidos no fracasso dos pais. Resta a pergunta: vale a pena continuar juntos num verdadeiro suplício? É isso que Deus quer?

A isso os homens respondem sem hesitar: é melhor a separação e que cada um siga o seu caminho e tente reconstruir a sua vida!

Também no Antigo Testamento dá a possibilidade da separação e um 2º casamento. No Evangelho de hoje, baseado nisso os fariseus apresentam essa possibilidade: É permitido um marido repudiar a sua mulher? Eles não tinham dúvida da liceidade do DIVÓRCIO. Jesus antes de qualquer coisa esclarece o significado autêntico da lei de Moisés, ele não abole apenas esclarece. Só no caso de infidelidade; Moisés não deu qualquer permissão para divorciar. O divórcio já existia muito antes do que ele. Ele apenas estabeleceu regras e limites, exigiu dos judeus “duros de coração”: estabeleceu uma lei de proteção à MULHER, uma carta que permitisse à mulher se casar novamente (sem a carta podiam acusa-la de ADULTÉRIO que implicava a PENA DE MORTE).

Jesus acrescenta que a tolerância de Moisés não é ainda o projeto ORIGINÁRIO DE DEUS, e convida os ouvintes a irem além das normas práticas e irem às origens do Genesis, O divórcio não faz parte do projeto de Deus: só matrimonio MONOGÂMICO/ INDISSOLÚVEL/ de FIDELIDADE estão no seu projeto. Jesus é intransigente, usa de posição dura, não brinca e deixa os discípulos perplexos, assustados e quase desanimados. Jesus, porém, reafirma “Quem repudia… comete adultério.”. Na verdade Jesus quer coração NOVO/ ESPÍRITO NOVO…  Que o namoro e o matrimônio sejam um tempo bem preparado/ vivenciado no amor/ que se inspire na vida da Santíssima Trindade/ que seja Santo/ extremamente unido/ caminhada no Amor de Deus. Esse é o PROJETO PERFEITO de DEUS – esse é o IDEAL.

A meta é muito elevada/ só os homens restaurados/ espiritualizados e de caminhada cristã serão sustentados por Deus nessa dimensão: O SENHOR renova todas as coisas/ restaura o amor/ fortalece os propósitos/ eleva os corações duvidosos e abatidos/ ilumina as trevas dos abatidos na escuridão. Não existe outro caminho senão o do Senhor para manter VIVA A CHAMA NO MATRIMÔNIO. É preciso oração/ formação Cristã/ perseverança/ caminhada cristã (Pastoral Familiar) para ser fortalecido o propósito do: “O que Deus uniu o homem não separa”. Isso acontece pelo dom do discernimento do Espírito Santo: é preciso orar e pedir.

Por outro lado, a Igreja enquanto MÃE que diante da fraqueza do filho, abraça-o e diz: “Eu AMO VOCÊ e não o que você fez.” – É o RESPEITO/ é a COMPREENSÃO/ PACIÊNCIA/ Sabedoria pastoral diante das situações de desuniões, pesa com prudência, acompanha esses irmãos ajudando-os a dar cada um o melhor de si na direção que optaram tomar.

Os que já fracassaram no 1º casamento, já sofrem muito/ precisam de alguém sem mesquinhez de coração e sem língua FERINA, membros da nossa comunidade. Mais irmãos que estejam ao lado deles ajudando-os a resistir à solidão e o sofrimento, sem humilha-los: Daí a Pastoral da 2ª União e Famílias incompletas.

No final do Evangelho Jesus retoma a imagem da CRIANÇA: voltar a ser criança e acolher o Reino de Deus como ela. Os adultos confiam na própria sabedoria, enveredam em suas próprias convicções e não aceitam que sejam questionados pela palavra de Jesus: esses jamais entrarão no reino de Deus. Ser criança é deixar-se/ voltar-se completamente à perfeita SABEDORIA e VIDA NOVA DE DEUS, pois tudo que Ele propõe é para estabelecer a defesa da dignidade do homem e da mulher, não só para prazer que pode não trazer a verdadeira felicidade, sendo devastador para o indivíduo, ao casal e à sociedade.

Oremos irmãos pelos nossos casais que se inclinem a esse referencial apresentado por Jesus.

Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo…

 

Padre Silvio Roberto dos Santos,
Pároco

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