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Homilias › 21/09/2016

25º DOMINGO COMUM – ANO C

1ª Leitura: Amós 8, 4-7

Salmo 112 (113)
2ª Leitura: 1 Timóteo 2, 1-8
Evangelho: Lucas 16, 1-13 ou 10-13

Homília

As leituras de hoje fazem uma declaração contra os exploradores, gananciosos e maus administradores. Deus toma para si tudo o que fizermos aos pobres, carentes e exploradores.

A 1ª leitura é um fato acontecido 750 anos antes de Cristo, quando o Rei Jeroboão II, introduziu no seu reino, como político competente, favorecer a economia e o comércio do seu reino. Proporcionou aos agricultores técnicas compensadoras p/ a vendo do vinho, do azeite e trigo. A religião é respeitada: os templos estão apinhados de peregrinos para rezar, oferecer sacrifícios, agradecer o Rei por tamanha prosperidade.

Surge então um homem, o profeta AMÓS, pastor de ovelhas que com palavras duras contra os ricos e contra o Rei Jaroboão. Por quê? Embora haja prosperidade e bem-estar, riqueza e luxo, mas SÓ PARA ALGUNS. Os pobres estão sendo explorados e a opressão aplicada aos + fracos. E é por isso que o profeta Amós apresenta denúncias e ameaças contra alguns responsáveis por essa situação: o roubo, a exploração à rapina: Vós que engolis, oprimem e extorquem o pobre. ?Vós que diminuem medidas aumentam os preços usam lembranças falsificadas, oferecem produtos de má qualidade como sendo de primeira o que é pior: compram os infelizes por dinheiro e os pobres por um par de sandálias.

Essas trapaças O SENHOR fica indignado e jura “Não esquecerei jamais nenhum dos teus atos”. Vivemos situações semelhantes hoje?

Na segunda leitura Paulo dá algumas normas a respeito da oração nas comunidades cristãs “Se façam preces, orações, suplicas, ações de graças por todos os homens, inclusive aos governantes que estão constituídos em autoridades.” Se as autoridades não cumprirem o seu próprio dever, não poderemos viver uma vida calma e tranquila. O cristão generoso não aceita distinções pois Deus deseja que “todos” se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

No Evangelho de hoje, parece que Jesus está mais do que uma parábola narrando um fato real.

A primeira vista como pode Jesus elogiar uma pessoa desonesta, trapaceiro e esperto?

Um administrador denunciado ao patrão como incompetente, esbanjador que dissipa seus bens e por isso o patrão manda chama-lo, o patrão fica sabendo, chama seu empregado, não quer explicação, nem justificativa: está decidido manda-lo embora. O administrador se dá conta que não tem saída, vai ficar sem salário: “E o meu futuro”? O que fazer?”Resolve usar sua esperteza, avalia os pros e contras e a saída é negociar com os devedores; dá uma palmadinha nas costas de cada um, rasga os recibos e escreve menos “Eita que negocio bom para os devedores”… Desta forma ganha amigos e esses devedores sentir-se-ão na obrigação de dar-lhe acolhida em suas casas. Por fim, mediante isso, até o patrão elogia o administrador que foi astuto e deve ser imitado.

Interessante; diante dessa questão! Jesus elogia a ASTUCIA dessa pessoa, o que não significa que aprove ou concorda com a desonestidade. Certamente esse administrador que age como AGIOTA renuncia o que lhe cabia nos negócios. O elogio do patrão tem uma explicação lógica que no futuro mais do que dinheiro ele precisa de AMIGOS: Renuncia dinheiro para CONQUISTAR AMIGOS. Jesus então declara que os discípulos seus, os cristãos devem ser assim com as coisas de Deus, uma vez que “os filhos desse mundo são mais espertos que os filhos da LUZ”.

Assim Jesus ensina o caminho para transformar a riqueza injusta em uma Riqueza boa, apostar em amigos, e as pessoas beneficiadas estarão sempre ao nosso lado.

Isto porque os homens não são proprietários, mas administradores dos bens que Deus lhe concedeu. Jesus através dessa parábola nos questiona: “Como administramos hoje os bens do Senhor? Usamos as capacidades que Deus nos deu para acumular os bens de Deus? Santo Ambrosio, Bispo dos tempos antigos afirma: Os bens deste mundo não é possível levar consigo após a morte. Não podemos levar conosco, pois o que somos obrigados a deixar aqui neste mundo não pertence, mas é dos outros”.

Jesus concluiu a sua reflexão afirmando que: “Ninguém pode servir a dois senhores”… Não podeis servir a Deus e ao dinheiro e que a verdadeira riqueza só pode ser conquistada através das RENUNCIAS. É mais prudente e seguro administrar bem os bens de Deus. Servir a Deus em tudo implica: fidelidade, bondade, honestidade, servir ao próximo, ardor, dedicação… etc… É impossível servir a dois Senhores: acumule aquela fortuna e alegria eterna, a de Deus, servindo ao irmão e partilhamos com os necessitados.

Louvado seja…

Pe. Sílvio Roberto dos Santos

Paróco

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