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Homilias › 09/12/2015

1º Domingo do Advento, Ano C

1ª Leitura: Jeremias 33,14-16
Salmo: 24 (25)
2ª Leitura: I Tessalonicenses 3,12-4,2
Evangelho: Lucas 21,25-28.34-36

 

Irmãos queridos,

Iniciamos hoje com o Tempo do Advento a nossa caminhada para a celebração do Natal, festa da encarnação de Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Iniciamos o ciclo litúrgico do ANO C, quando refletiremos neste ano, o Evangelho de LUCAS: que neste ano frequentemente ouviremos falar dos fracos, dos pobres, dos deserdados, dos pecadores, daqueles que cometeram erros na vida: essa é a tônica do evangelho de Lucas, lembrando que estas pessoas, rejeitadas por todos, são as preferidas de Deus. Quisera nós, que todos os que participam aos domingos, do banquete da PALAVRA que ouvirão, saíssem sorridentes das nossas Igrejas e capelas.

Imaginem se no decurso do ano, chovesse uma única vez, nossas lavouras produziriam alguma coisa? Não! Para que colhamos os frutos é preciso que haja sol e que chova com regularidade muitas vezes. Assim, a Igreja convida seus fiéis, que sejam iluminados pela luz de Jesus e inundados pela graça da Palavra e Eucaristia. Muitos não se deixam molhar: como se tivessem num telhado de vidro transparente, vendo a chuva cair, mas não se encharcam da graça, para que sejam transformados e identificados com a vida nova do Senhor Jesus pelo Evangelho.

ADVENTO: significa “VINDA” ou “VISITA”. Lembrando a vinda de um Rei ou Coroação. Logicamente, Jesus humana e historicamente já veio, mas Ele continua vindo, no cotidiano da nossa vida, nos acontecimentos alegres e tristes da nossa vida. Vem, e está presente em tudo que nos acontece, no mundo e na Igreja.

Advento é tempo de sensibilidade, vigia, atenção e reconhecimento em vista do esforço na construção de um mundo novo.

É preciso atenção para que não aconteça como em Belém, onde as portas se fecharam para o nascimento de Jesus. Nós estamos prontos a reconhecê-lo? Sabemos descobrir a sua presença em qualquer acontecimento da vida? Não sentimos frequentemente medo de que a sua mensagem nos perturbe, que exija uma transformação demasiadamente radical de nossos hábitos? Não preferimos as vezes fechar nossos olhos e ouvidos? Ou nossos corações? Há tanta necessidade de que Jesus venha? Aonde?

Vejamos alguns exemplos:

Um homem que se deixa dominar pela bebida, começa a falar besteiras, ofende, torna-se violento com os amigos, em casa agride a mulher e filhos… Poderíamos dizer que Jesus chegou no coração dessa pessoa?

Um marido e ou mulher que é infiel, não respeita o cônjuge, dá mais atenção à amante ou fora de casa, não valoriza o(a) companheiro(a) – Jesus atingiu esse coração?

Ou então, um jovem que não estuda, não leva os estudos a sério, repete dois ou mais anos seguidos, não trabalha, explora os pais e nem os respeita, dirige imprudentemente colocando em risco vidas no trânsito, nas baladas ou festas abusa das moças, engana… Neste jovem está presente Jesus, ou é preciso fazer alguma coisa para preparar a  sua vinda no coração desse jovem?

Comerciantes que exploram nos preços? Patrões que não valorizam seus empregados? Empregados que são negligentes no seu serviço?

Pessoas indiferentes à dor e ao sofrimento alheio têm o amor de Deus e a misericórdia de Jesus em seus corações?

Na comunidade cristã, Igreja, paróquia, pastorais, movimentos, regiões, setores ou grupos, cujos membros são invejosos, manipulam e estão desunidos, falando mal uns dos outros, não acolhendo bem e nem se ajudando reciprocamente… Já chegou Jesus para eles?

No mundo em que vivemos, ou numa nação onde acontecem atentados entre os povos, onde os cidadãos exploram, governos e governantes corruptos, onde se matam, onde há guerras, violências, agressões à inocentes, ódio, rancores, vinganças, ou exclusões e explorações… Já chegou Jesus?

Não! Ainda não chegou e enquanto não forem removidos os obstáculos que impedem sua chegada, ele não poderá vir. Deverão antes ser derrubadas as barreira e aterrados os vales que dividem os homens, porque tudo aquilo que separa os homens afasta também de Cristo.

No tempo de Advento as leituras bíblicas nos convidam para a VIGILÂNCIA, para manter nossos olhos bem abertos para podermos descobrir e preparar os caminhos que Jesus escolheu para libertar-nos de todos os males nos quais buscamos a felicidade, mas que em verdade, causam somente muitos sofrimentos.

Caros irmãos, preparemos nosso Natal, preparando nossos corações e o mundo em que vivemos, para a sua vinda e morada em nós. Deixemo-nos inundar pela sua presença em nós e em nosso meio… Estamos com o coração aberto para a intervenção de Deus?

Louvado seja Nosso…

 

                                               Padre Silvio Roberto dos Santos,
                                                                                     Pároco

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