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Homilias › 16/02/2016

1º Domingo da Quaresma, Ano C

1ª LEITURA: Deuteronômio 26,4-10
SALMO: 90 (91)
2ª LEITURA: Romanos 10,8-13
EVANGELHO: Lucas 4,1-13

 

Irmãos Queridos!

Ao início do Tempo litúrgico da Quaresma vale a pena lembrar, que quaresma, entre os muitos significados que os antigos atribuíam ao número 40, um deles nos interessa de modo especial: o de indicar um período de preparação, em vista de um grande acontecimento. Por exemplo: o DILÚVIO durou 40 dias e 40 noites em preparação para uma nova humanidade. Também 40 anos Israel caminhando no deserto para preparar-se sua entrada na TERRA PROMETIDA/ durante 40 dias e 40 noites os habitantes de NÍNIVE, fizeram penitência, antes de receber o perdão de Deus/ Elias caminhou com sacrifício 40 dias e 40 noites para chegar à montanha do Senhor/ Moisés e Jesus, jejuaram 40 dias e 40 noites preparando-se para sua missão.

Está claro, então, porque 200 anos depois de Cristo os cristãos instituíram o tempo quaresmal, em preparação à maior de todas as festas cristã: A PÁSCOA, quando Cristo vence o pecado e a morte.

A Igreja convoca os cristãos a penitencia, a oração e à caridade com misericórdia (jejum).

A oração para pedir a Deus forças para converter-se e acreditar no Evangelho.

A penitência é a luta contra o mal para dominar as más inclinações, as paixões e o egoísmo.

O jejum em vista da caridade misericordiosa, seguindo Jesus. O cristão deve ter a força de esquecer-se de si mesmo, de não pensar no próprio conforto, mas no bem e promoção do seu irmão menos favorecido, assumindo uma permanente atitude generosa e desinteressada. O jejum e a penitência é algo difícil.

Pode o sofrimento ser uma coisa boa?

Agrada a Deus a nosso dor? NÃO!

Deus não quer que o homem sofra. Todavia, para ajudar o necessitado é preciso muitas vezes renunciar aquilo que agrada e isto custa sacrifício.

Não é o jejum em si que é bom, mas o que agrada a Deus é que, com o alimento se consegue economizar com o jejum, se pode aliviar, pelo menos por um dia, a home do irmão.

A primeira que levava os israelitas a oferecer ao Senhor as primícias (primeiros 10 frutos) das suas lavouras. Ao oferecer ao Sacerdote do Templo, o agricultor proferia essas palavras: “Reconheço que estes primeiros frutos não me pertencem, são um presente do Senhor, desenvolveram-se na terra que o Senhor me deu. Como gratidão devolvo a Ele” (Dt 26,1-3).

Essa é a consciência do Dízimo e do dizimista: “Tudo o que possuo é um presente de Deus”. Percebe-se logo que alguém se aproxima de Deus é impelido à partilha, à solidariedade e generosidade em favor da Comunidade e dos necessitados.

Paulo na segunda leitura afirma que todo homem que tem um encontro com o Senhor pela fé proclama com o coração e os lábios. São sinais externos que testemunham a sua fé.

O Evangelho de hoje narra as famosas tentações de Jesus no deserto pelo diabo.

O diabo é o pai da mentira, e seu papel é colocar em nossos corações a dúvida/ e assim desencadear o afastamento de Deus.

Todo 1º Domingo da Quaresma a Igreja nos leva a refletir as tentações de Jesus, ajudando-nos a como enfrentar e supera nossas tentações de todas as espécies… Aprofundando ás 3 tentações de Jesus acabamos por entender que são as tentações do TER, do PODER e do PRAZER.

1ª Tentação: Tornar PEDRO em PÃO

Pedras são as fadigas do homem: fome, doenças, homens ludibriados, infortúnios, opressões por injustiças. O diabo sugere milagre em proveito próprio. O pão é sinal de partilha e Jesus não quis privilégios.

2ª Tentação: PODER e GLÓRIA

Dar-Te-ei poder e glória desses reinos que me foram dados: Exagerado o demônio!

É a SEDUÇÃO de ser poderoso, honrado, o maioral. Ninguém quer ser um João ninguém. Gostamos de nos sobrepor às pessoas. Eu sou isso ou aquilo/ meu filho é…/ meu neto… São por vezes atitudes dominadoras, instinto de dominar/ usa de status, influencias para prevalecer e sentimento de superioridade.

Jesus rebate: Só a Deus amarás/ adorarás e se prostarás…

3ª Tentação: o PRAZER

Lança-Te daqui e os anjos virão amparar-Te… Isso é engano. O diabo apresenta-se com um semblante atraente, piedosa, usa a própria palavra de Deus deturpada para nos desviar do caminho. Ele garante proteção para, em seguida, abandonar quem depositou nele a sua confiança.

É o uso de Deus em benefício próprio, para os prazeres… Só creio em Deus se Ele me der provas… Há cristãos que se sentem amados por Deus, só quando tudo corre bem. Quando surge, porém, alguma doença ou é abatido por um infortúnio, começam as dúvidas: Deus se esqueceu de mim.

Jesus não cede as tentações, mesmo nas horas mais dramáticas.

Deus não prometeu isentar-nos das tribulações, angustias e dores. Não isentou seu Filho, mas fica ao nosso lado, oferecendo-nos as focas para enfrenta-las.

Mesmo nos momentos mais difíceis e tenebrosos, não podemos duvidar do amor de Deus.

Louvado seja Nosso…

                                               Padre Silvio Roberto dos Santos
Pároco

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