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Homilias › 03/08/2015

18º Domingo do Tempo Comum, Ano B

1ª Leitura: Êxodo 16, 2-4.12-15
Salmo: 77
2ª Leitura: Efésios 4, 17.20-24
Evangelho: João 6, 24-35

Homilia:

Eu_Sou_o_Pão_da_VidaQuerida família de Deus,

Domingo passado interrompemos o Evangelho de Marcos e durante 5 domingos consecutivos refletiremos o capítulo 6 do evangelista João sobre o PÃO DO CÉU que é Jesus.

Após a multiplicação dos pães a multidão quer proclamar Jesus como Rei. Humanamente esse entusiasmo pó Jesus marca o ápice do seu sucesso. Parece triunfo. Para Jesus, porém é a mais cadente das derrotas, pois não conseguiu que entendessem “O SINAL”. Seu gesto foi mal interpretado e Ele percebe que não será fácil desfazer a CONFUSÃO que se formou, por isso afasta-se para rezar na montanha.

A multidão encantada com a fartura na multiplicação dos pães, no dia seguinte vai à procura Dele em Cafarnaum e pergunta-Lhe: “Mestre, quando chegaste aqui?”

Jesus logo entendeu que não o procuravam para escutar mais palavras suas, ir a fundo na sua mensagem, para compreender os gestos que Ele cumpriu, mas porque comeu pão em abundância, de graça, continuar tendo pão garantido, sem mais precisar trabalhar.

Em outras palavras: Vai continuar dando-nos pão fácil? É a religião do INTERESSE/ comércio toma lá da cá!

Jesus é curto e grosso, vai direto ao ponto central. Desbaratina esse falso conceito de religião: “Não procurem o alimento que perece, mas pelo que dura até a vida eterna”. Ele não tem uma varinha mágica. mas veio para introduzir o homem no caminho de Deus, do amor e da partilha. Essa incompreensão do povo, muitas vezes é o nosso equivoco religioso quando praticamos a religião querendo milagres e coisas fáceis, convictos que Deus ajuda os que se mantêm fiéis a certas práticas e devoções, e que devido a isso Deus poupa das desventuras, que conceda boa saúde, colheitas fartas, sorte no emprego, promoção no serviço, sucesso nas vendas, prosperidade… aos que acreditam Nele. Às vezes acontece com alguns que se dão conta que suas pratica religiosa não os ajuda a atingir essas conquistas ou progressos matérias, passam para aquelas seitas que com seus ritos mágicos prometem curar doenças, encontrar emprego, ter o carro e a casa própria, etc…

Jesus diz claramente: “Procure o alimento que não perece”.

O que fazer para não alimentar expectativas errôneas? Jesus nos responde: Esta é a obra de Deus: acreditar naquele que Ele enviou. “Não pede outra coisa. Certamente não basta só acreditar. Fé não se reduz a raciocínios.”
Pressupõe a escolha e disposição de unir a própria vida com a Dele, a envolver a sua vida com Ele. Assim como uma mulher afirma: “Eu acredito no meu marido” Ela não quer dizer que está certa de que ele existe, mas que confia plenamente nele, que participa das suas escolhas, que envolve a sua vida com ele, que se entrega inteiramente a ele, deixa tudo para segui-lo, com ele encontra felicidade.

Jesus exige essa confiança e entrega incondicional.

Jesus esclarece que o pão dado por Moisés ao povo faminto no deserto, não foi Moisés quem o deu o Sim ao Pai do Céu e que é o mesmo pão que o Pai dá agora, mas um PÃO que não perece, não estraga, não embolora, não é corroído pela ferrugem e nem roubado pelos ladrões. Não é um pão acumulado. É um pão recolhido que pode ser REDESTRIBUÍDO, perfeito, saboroso a todos que sintam fome.

A palavra FOME na Bíblia indica a necessidade de Deus, e é por isso que Jesus conclui “Eu sou o pão da vida: quem vem a mim não terá mais fome, quem crê em mim não terá mais sede”.

É possível entender essa afirmação. Na verdade o homem busca a felicidade nas coisas materiais, nos prazeres, nas coisas que passam, tais como: prazeres na bebida, nas festas, viagens, sexo, aventuras, etc… e é obrigado a ADMITIR que CONTINUA INSATISFEITO, e retorna sua procura tornando-se um dependente dessas coisas. Mas no fim sempre é obrigado a admitir que o único pão que sacia a sua necessidade de felicidade e de paz é a palavra de Cristo, o seu Evangelho que é o pão do céu.

O Pão do céu é Ele mesmo, como palavra de Deus, presença de Deus entre os homens, revelação de Deus e de seu plano de felicidade para os homens.

Comungar Jesus significa essa intimidade, sintonia, inserção, com Ele, sentir-se um só com Ele e repetir com São Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Ele que vive em mim”…

Louvado seja…

Padre Silvio Roberto dos Santos,
Pároco

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