Highslide for Wordpress Plugin
Homilias › 13/07/2015

15º Domingo do Tempo Comum, Ano B

1ª Leitura: Amós 7, 12-15;
Salmo: 84;
2ª Leitura: Efésios 1, 3-14;
Evangelho: Marcos 6, 7-13.

Homilia:

Jesus_Apóstolos.Irmãos(ãs) queridos(as),

Vocês já se imaginaram sem fé? O que seríamos de nós se não tivéssemos tido pessoas que nos falaram do Amor de Deus, da Salvação em Jesus e do Espírito Santo? Felizmente Deus por decisão de sua vontade, chama pessoas para anunciar sua palavra.

Quantos generosamente assumiram seu papel de anunciar a palavra de Deus, o seu amor, a sua vontade, os seus ensinamentos, o seu caminho: nossos pais, uma avó, um tio, um catequista, os pregadores nos encontros, retiros, nos cursos bíblicos, etc… Lembra-se deles?
As três leituras de hoje nos falam dessas pessoas chamadas e que aceitaram a missão de anunciar, pregar e conduzir pessoas ao Deus Vivo e Verdadeiro.

Na 1ª leitura é AMÓS; homem pobre e independente, pode falar tudo o que lhe foi confiado por Deus e tudo o que pensa, porque não tem nada a perder, não tem interesses escondidos a defender, não deve nada a ninguém, é simples pastor, mas é fiel á missão que Deus lhe confiou…

Assim é o homem e mulher, chamados por Deus, para a missão de anunciar a palavra de Deus, a levar a palavra de Deus, a levar cura, libertação… se faz POBRE para ser livre.
Esse é o resumo do Evangelho de hoje para aqueles que são chamados a serem arautos (mensageiro; pessoa que defende uma idéia ou uma causa = DEFENSOR) da palavra de Deus, devem reproduzir a figura de Amós.

O início do Evangelho de hoje começa com a iniciativa de Jesus, chamando os 12 apóstolos e enviando-os em MISSÃO comunidade, sem excluir ninguém, devem sentir a urgência de compartilhar com os outros, o dom recebido.

Como realizar a MISSÃO? Jesus envia-os dois a dois; não cada um por conta própria. Os cristãos não praticam sozinhos a própria religião, são chamados a viver em comunidade: “Onde dois ou mais…”.

Não é por conta própria, não segue as próprias inspirações e nem iniciativas pessoais, pois deve estar em sintonia com os irmãos da comunidade e Jesus em meio a eles.

No tempo de Jesus os rabinos não iam em busca dos seus discípulos, eram estes que o procuravam. Jesus, ao invés, exige que seus apóstolos tomem a iniciativa de ir ao encontro dos homens nas suas casas, nos seus ambientes de trabalho, não devem esperar que eles os venham procurar (Eis aí o sentido, objetivo da Rede de Comunidade…).

Jesus confere-lhes o domínio sobre os espíritos imundos: são as forças do mal, que suscitam maus sentimentos, que originam opressões, violências, exclusões, injustiças, maledicências, egoísmo e ganância, desuniões, divisões, discórdias, invejas e disputas.

Os discípulos e a comunidade dos cristãos no embate com suas forças negativas sairão vitoriosos, porque Jesus a revestiu de um poder, de um força IRRESISTÍVEL através do Espírito Santo que os anima.

O que levar na missão? O equipamento é simples: um só par de sandálias, uma túnica, um cajado e nada mais. O que não levar: nem bolsa, nem comida, nem dinheiro… Não tomar ao pé da letra, mas entender que essas exigências significam que a eficácia da missão não depende da abundância dos recursos materiais, O cuidado com a riqueza e a confiança no dinheiro e nos bens, podem representar um PERIGO muito sério para nós, pois podem se tornar apegos e provocar privilégios de alguns. Jesus não despreza os bens deste mundo.

O Evangelho diz que algumas mulheres ricas o ajudavam, mas o perigo é de nos deixarmos condicionar pela posse dos bens, como diz o ditado: “O dinheiro compra tudo!”

Batas lembrar o desastre da Igreja na Idade Média, que pagou um preço muito elevado por causa das alianças, de compromissos, de conchavos políticos com governos que lhe ofereciam privilégios, favorecimentos, garantias… Pagou-se com a perda da própria liberdade, da própria autonomia.

É preciso lembrar aqui que o desapego a tudo não se trata somente aos bens materiais, mas abandono de preconceitos, de tradições superadas, de idéias retrograda usos de certos costumes ultrapassados, praticas ingênuas e infantis, etc… que amarram a religião de uma forma emocional e irracional.

No Evangelho de hoje Jesus fala como deve ser a acolhida dos enviados: alguns acolhidos com alegria e gratidão, outros rejeitados com indignação e desprezo. Ficar o tempo necessário; sem exclusivismo, não é alojamento perpetuo, exclusivo a uma família ou algumas. Devem adaptar-se à realidade da família: sem exigências…

E quando rejeitados ou expulsos: sacudir a poeira da sandália, ou seja, não forçar a barra, não declarar guerra, e nem atacar… siga seu caminho. O Evangelho conclui que com o poder que lhes foi conferido ao Apóstolos realizaram a obra de salvação para a qual foram enviados: foram derrotando o mal – o mal físico (doenças) e o mal moral (a expulsão de demônios).

Caros irmãos, essa é a nossa missão hoje: anunciar a palavra/ testemunhar essa palavra através da nossa vida/ dispor de tempo para que o Evangelho se concretize na Igreja, em nossa paróquia: acolhendo os fracos e abatidos, dispondo-nos ao serviço dos pobres, dos desprotegidos, dos doentes, dos aflitos…

Somos chamados cada um a dar sua parcela de anuncio, de concretização do Evangelho na vida Comunidade…

Quais os fatores que ainda persistem impedindo-nos a melhor atuação apostólica em nossa paróquia?

Existe má vontade em nosso coração para concretizar esse programa de vida na paróquia, proposto por Jesus?

O que ainda estou apegado que não permite acontecer essa missão que Jesus nos confia?
Louvado seja…

 

Padre Silvio Roberto dos Santos,
Pároco

Imprimir