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Homilias › 20/06/2016

12ª DOMINGO COMUM- ANO C

HOMILIA

Caros Irmãos

Para compreendermos a extensão da profundidade do Evangelho de hoje se faz necessário lembrar as expectativas do povo de Israel em relação ao MESSIAS tão esperado: impaciente, aguda e febril. Por quê?

Tiveram governantes que exerceram reinados importantes na política internacional da antiguidade, como reis, Davi, Salomão e Ezequias um chefe protegido milagrosamente por Deus.

Esperavam um Messias e Salvador com força para destruir os poderosos injustos que os libertasse e fizesse fugir os pagãos, um guerreiro forte como Sansão, um herói, um rei vitorioso como Davi, um político inteligente e hábil como Salomão, etc…

Jesus não era esse político, não correspondia a essas expectativas, por isso acreditam que Ele é mais um profeta ou um precursor como João Batista, Elias ou outros. Não tem nada a ver com grande REI VENCEDOR e GLORIOSO que estão esperando. Portanto é um PRECURSOR, NADA MAIS.

O Evangelho de hoje começa apresentando Jesus em oração. Isso significa que Ele, antes de cumprir algum gesto importante, de tomar uma decisão, ou antes, de transmitir um ensinamento EXTRAORDINÁRIO se recolhia em profunda oração; em sintonia com o Pai Celeste.

O que vem a seguir é de SUMA IMPORTÂNCIA. “Que dizem por aí os homens que eu sou?”

Os discípulos ficam um tanto surpresos diante desta pergunta, pois Ele nunca deu a impressão de ligar para as opiniões que circulavam a respeito dele.

As respostas na opinião popular: Elias, João Batista ou profeta demonstra que na mentalidade do povo, Jesus nada tinha a ver com o Messias – Salvador esperado: Não se enquadrava!

Sugere a 2º pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”.

Pedro em nome de todos responde: “Tu és o Messias, o Cristo de Deus”.

Jesus NÃO DESMENTE, só proíbe severamente que não digam a ninguém.

As palavras de Pedro são exatas, mas o conteúdo está errado: acham, como o povo, que Jesus será um VENCEDOR, quem sabe recorrerá às armas e é só questão de paciência. Jesus percebeu o grande equivoco na mente dos discípulos.

Estão alimentando falsas esperanças e cultivando sonhos de glória que nunca se concretizarão. Ele não é esse tipo de Messias que todos estão esperando.

Eis a GRANDE DECEPÇÂO: Ele mostra a sua CARTEIRA DE IDENTIDADE: “É preciso que o Filho de Deus padeça, seja rejeitado, levado á morte e ressuscite ao 3º dia.” Que isso? Palavras PERTUBADORAS! Não espere triunfo, mas humilhação!

Não será vitória, mas a derrota! Que absurdo um Deus escolher esse caminho!

Não agrada a Deus o sofrimento e a morte. Ele é o Deus da Vida, são os homens os FAUTORES DA MORTE.

Mas porque Deus não permitiu que seu Filho triunfasse e mas descesse milagrosamente da cruz?

Deus não impede a maldade dos homens, respeita sua LIBERDADE. Revela todo seu AMOR e toda sua grandeza, servindo-se do pecado deles para salvá-los. Em Jesus de Nazaré, mostrou a eles como pode TRANSFORMAR o maior crime cometido pelos homens (aniquilando Deus) numa obra prima de AMOR.

Amor e perdão são INSEPARÁVEIS. Amor, sacrifício e renuncia caminham juntos.

Saber quem é Jesus. Crer em Jesus é uma coisa. Segui-lo é outra coisa. Eis a questão!

É fácil conhecer sua vida histórica, o que Ele fez, falou e como terminou.
É fácil sair por ai falando ou cantando que Ele é meu Senhor, meu Salvador e meu Rei.

O problema é PARTICIPAR DO SEU DESTINO e assumir a sua CONDUTA.

É por isso que no seu fim de papo Ele exorta colocando as condições para ser discípulo seu: “Se alguém quiser vir após mim, RENEGUE a si mesmo, tome a sua CRUZ e me SIGA”.

Jesus nos coloca diante de uma ESCOLHA. Não quer que procuremos sofrimentos.

Exige que não nos deixemos guiar pela busca do nosso próprio conforto, que não sejamos nós mesmos o centro de nossas preocupações e isso significa PERDER A PRÓPRIA VIDA.

CADA DIA assumir a Cruz: Significa não esmorecer, não perder a paciência, ser perseverante, não desanimar, erguer a cabeça e ir em frente, não abrir mão dessa convicção e disposição.
Como podemos nós hoje “PERDER A NOSSA VIDA” por amor?

Com a sensibilidade e a certeza de transformar a nossa vida num dom.

Exemplos:
Um estudante que renuncia a uma festa para ajudar um colega que está em dificuldade.
O marido que não fica assistindo a TV ou lendo jornal, enquanto a sua mulher lhe faz os serviços de casa, e ajuda cuidando dos filhos ou nas tarefas escolares.
Quem em vez de gastar em coisas supérfulas, em lazer, roupas, viagens de prazer, ajuda quem está em dificuldades.
O voluntário que dedica seu tempo e serve a Igreja numa pastoral.
Tentemos lembrar outras situações nas quais alguém é convocado para “Perder a própria vida”.

Cruz não se procura, cruz acontece e aparece. Saber abraçá-la com o exemplo e a orientação do nosso Mestre Jesus.
Jesus pergunta-nos hoje: Quem sou para você?

Não uma figura que viveu no passado, nem mera recordação, mas como uma pessoa de hoje, vivo, próximo e nosso amigo pessoal.

O pessoalmente, como amigo, não é a mesma coisa, pois somente pela AMIZADE e pelo AMOR se pode alcançar o fundo de uma pessoa.

Ele é a PROVA DO AMOR DE DEUS PELO homem.
Como não nos apaixonarmos por Ele?

Louvado Seja…

Pe. Silvio Roberto

Pároco

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